História

O Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (IGEF) é um instituto africano de nível universitário que surge da necessidade de se intensificar as relações de cooperação no domínio da educação, dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa que partilham de uma herança histórica comum, quer pelo idioma e, assim como, uma mesma visão de desenvolvimento.

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IGEF ( Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira )

Contexto Histórico 

A ideia de juntar os PALOP numa estrutura comum de formação em finanças públicas começou a germinar na viragem do milénio, dando origem ao Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, nascido entre 2007 e 2008.   

O ponto de partida foi, por assim dizer o seguinte: se há um problema, resolve-se. O problema é a escassez de recursos humanos com competências técnicas necessárias ao desenvolvimento de novas políticas macroeconómicas e financeiras, bem como a gestão da dívida interna e externa nos PALOP e em Timor-Leste.  

Com efeito, apesar dos progressos significativos da governação económica, a maioria dos governos destes países enfrenta desafios que só uma formação e uma capacitação de excelência poderão resolver. O IGEF nasce, assim, com o propósito de colmatar a inexistência de formação especializada que cubra integralmente as necessidades em matéria de gestão de finanças públicas nestes seis países de língua oficial portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.   

O primeiro grande passo na implementação do projecto foi dado em 2 de Fevereiro de 2008 com o estabelecimento de um compromisso entre os governos dos PALOP e alguns doadores internacionais, como a African Capacity Building Foundation (ACBF), a Debt Relief International e a União Europeia. Em Luanda, nesse dia ganhou vida o Acordo Intergovernamental relativo à criação do Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira dos Países Africanos de Língua Portuguesa.  

Cinco anos depois, a 11 de Dezembro de 2013, também na capital angolana, foi dado outro passo fundamental para a implementação do projecto: a assinatura da Convenção de Financiamento entre o Ordenador Nacional do Fundo Europeu de Desenvolvimento para Angola e a União Europeia. A partir daí, o processo ganhou mais ritmo.  

No dia 29 de Fevereiro de 2014, o Conselho de Ministros de Angola, um dos estados contratantes e chefe de fila do projecto, aprova e autoriza a adjudicação da empreitada para a construção de instalações definitivas do Instituto na cidade de Lubango.  

A segunda reunião do Conselho Geral do IGEF, órgão de decisão política que integra Ministros das Finanças, Ministros do Planeamento e Governadores dos Bancos Centrais dos PALOP, em Agosto de 2015, é outro marco a reter na história da instituição. Aí foi renovado o mandato do Presidente do Conselho Geral do IGEF, o ministro das Finanças de Angola, indicado o Director Interino do Instituto, responsável por todas as questões ligadas ao arranque do projecto e decidido que o IGEF ficará provisoriamente instalado no Instituto de Formação de Finanças Públicas do Ministério das Finanças (INFORFIP). Foi ainda decidido dar início à formação.  

Em Maio de 2017, a Assistência Técnica elaborou uma proposta de Plano Global de Actividades para os próximos três anos, que se traduz na efectiva implementação do IGEF.